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Clima
O clima de São Francisco Xavier, conforme a classificação
de Koeppen é de Cwa (Mesotérmico Úmido).
Restaurador e tonificante, proporciona boas condições
de saúde e de ânimo. Seus estímulos predispõem ao exercício
físico, ao trabalho, ao apetite e ao sono. As noites,
sempre frescas e repousantes, tem grande efeito regenerador.
A umidade bem dosada é ótima para manter a pele sadia.
A meia altitude oferece pressão atmosférica de excelente
adaptabilidade e bem estar.
As precipitações abundantes ocorrem nos meses de novembro
a março e correspondem a cerca de 70% anual, o restante,
nos meses de maio a outubro. Ocorre, durante o ano a predominância
de massa de ar tropical (50% do ano, seguidas pelas massas
de ar frio).
A direção do vento predominante é do setor sudeste e a
intensidade é 1,0 a 2,5 metros por segundos.
A umidade relativa anual é de cerca de 80%.
Hidrografia
O
município de São José dos Campos está inserido na Bacia
Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul que atravessa longitudinalmente
o município e caracteriza-se por possuir em sua margem
esquerda afluentes mais significativos em volume de água
que os existentes em sua margem direita onde destaca-se
o Rio Jaguari e o Rio Buquira. Já em sua margem direita,
ocorrem vários tributános, que se não apresentam um volume
de água significativo, tem grande importância, porque
percorrem toda a malha urbana e constituem grande parte
do sistema de drenagem urbana do município destacando-se
o Rio Comprido, o Rio Pararangaba e o Rio Alambari.
Dentro da riquíssima rede hidrográfica do município, de
importância tanto para o abastecimento da população quanto
para a pecuária, ressalta-se a existência do rio do Peixe,
afluente do rio Jaguari, e que constitui uma extensa bacia
hidrográfica que ocupa grande parte da região norte do
município, cujas águas contribuem significativamente para
a represa do Jaguari, grande reservatório da CESP para
a produção de energia elétrica na região. A represa tem
uma área de 96 km² com capacidade
de 1,350 bilhão de metros cúbicos de água (hum
bilhão e trezentos e cinqúenta milhões). Produção de energia
elétrica em duas turbinas com potência de 27.600 kW.
Os rios que cortam o Distrito são:
Rio das Cobras, na Serra do Guirra, a 27 km
do Centro
Rio Fartura, na Serra do Guirra, a 13 km do
Centro
Rio Guirra, na Serra do Guirra, a 17 km do
Centro
Rio Manso, na Serra do Queixo d'Anta, a 7
km do Centro
Rio do Peixe, no Centro
Rio Santa Bárbara, na Serra de Santa Bárbara,
a 3 km do Centro
Os córregos, ribeiros e ribeirões que cortam o Distrito
são :
do Alegre, na Serra do Guirra, a 18 km do
Centro
do Cafundó, na Serra do Roncador, a 10 km
do Centro
do Chico Cândido, na Serra dos Poncianos,
a 6 km do Centro
do Cateto, na Serra do Queixo d'Anta, a 9
km do Centro
das Couves, na Serra dos Poncianos, a 0 km
do Centro
do Ferreira, na Serra dos Poncianos, a 5 km
do Centro
do Guaxindiva, na Serra do Guaxindiva, a 4
km do Centro
do Laranjal, na Serra do Queixo d'Anta, a
11 km do Centro
do Machado, na Serra do Guaxindiva, a 4 km
do Centro
do Martins, na Serra do Selado, a 10 km do
Centro
do Palmital, na Serra do Palmital, a 8 km
do Centro
da Pedra Vermelha, na Serra da Pedra Vermelha,
a 8 km do Centro
do Roncador, na Serra do Roncador, a 17 km
do Centro
do Sabão, na Serra do Roncador, a 23 km do
Centro
da Santa Cruz, na Serra do Selado, a 10 km
do Centro
de São Pedro, na Serra do Guaxindiva, a 19
km do Centro
de São Sebastião, na Serra do Roncador
Há diversas cachoeiras no Distrito. Você verá os detalhes
na seção "Pontos Turísticos".
Em relação a marmitas, panelas e caldeirões há no Baixo
Rio Fartura, cerca de 4,5 km abaixo (a jusante) da foz
do Rio Guirra. Mais 1 km a pé, próximo a foz do Ribeirão
Alegre, abaixo das linhas da Eletropaulo.
Há um paredão no baixo Rio Fartura, de difícil acesso,
próximo a foz do Ribeirão Alegre, nas proximidades da
confluência com o rio do Peixe, na fazenda Montes Claros.
Outro paredão é Via Rio Turvo : Subir de barco, depois
de atravessar o rio do Peixe, no bairro do Juarez.
Relevo
A
área do município de São José dos Campos situa-se no Planalto
Atlântico, e inclui subdivisões naturais em zonas, determinadas
por uma série de feições morfológicas distintas. Estas
zonas estão representadas pela Serra da Mantiqueira, Médio
Vale do Paraíba e Planalto de Paraitinga.
A zona da Serra da Mantiqueira compreende toda a escarpa
que limita o Vale do Paraíba, ao norte, com o Planalto
Sul-Mineiro. A passagem deste Planalto para o Vale do
Paraíba acontece de forma gradativa de amplitudes maiores
a menores, das formas de escarpas até os domínios de morros
e colinas ou espigões isolados.
A zona do Médio Vale do Paraíba representa o setor central
que separa a Serra da Mantiqueira, ao norte, do Planalto
de Paraitinga, ao sul. Constitui-se em uma faixa alongada
de direção ENE-WSW, com largura variando de 10 a 20 km.
Contém um domínio central de substrato sedimentar, que
inclui a planície do Rio Paraíba do Sul Predominam no
geral colinas na forma de tabuleiros.
O Planalto de Paraitinga compõe uma zona geomorfológica
limitando ao sul a zona do Médio Vale do Paraíba. Nela
se situam terrenos que se nivelam ao redor de 700 m. Neste
domínio estão presentes áreas serranas, cuja principal
feição paisagística é dada por mar de morros, com amplitudes
variáveis que diminuem gradativamente dos divisores de
água para os vales principais, onde as serras dão lugar
a morros e estes a morrotes e colinas.
Altitude
Algumas de suas elevações estão entre os pontos máximos
do país, constituindo-se em forte atração turística. A
culminância acha-se na Serra do Selado - Pico do Selado,
com 2.082 m. de altitude, na confluência das Serras do
Guirra e dos Poncianos, bem na linha divisória com Joanópolis-SP
e Camanducaia-MG. Na Serra dos Poncianos, numa reta de
5 km, encontramos uma gama de variações, desde suas faldas
no Vale do Rio do Peixe, com 700 m., até aos limites com
Minas Gerais, nos ápices da Cordilheira, entre 1.700 e
1.800 m., destacando-se a Pedra Vermelha, com 1.816 m.
Na Serra do Guirra, divisa com Joanópolis e Piracaia-SP,
registram-se altitudes entre 800 e 1.400 m., distinguindo-se
o Morro das Lavras, com 1.000 m.; a Serra do Queixo D'Anta,
divisas com Sapucaí-Mirim-MG tem o ponto culminante no
Pico Focinho D'Anta, com 1.712 m. A Serra do Palmital
alcança 1.599 m.; a de Santa Bárbara, divisas com MG,
Sapucaí-Mirim, chega a 1.600 m; na Serra do Guaxindiva,
com teto de 1.299 m. no Morro do Púlpito, salienta-se
ainda o Morro do Bugio, com 1.160 m. e a Serra do Roncador,
se ergue a 1.050 m., nas divisas com Monteiro Lobato-SP.
Já a sede do Distrito encontra-se a 720 m. de altitude.
Flora
A
cobertura vegetal da região de São Francisco Xavier, como
a que predomina na Serra da Mantiqueira, constitui-se
da chamada Floresta Ombrófila Densa. São florestas do
tipo montana, campos de altitude e florestas de neblina.
A vertente atlântica da serra, mais úmida, se junta com
a do interior, onde fica Monte Verde, Distrito de Camanducaia,
MG, mais chuvosa.
Existem ainda nos sítios de mais fácil acesso, e por isso
afetados pela ocupação humana, formações secundárias (capoeiras
e capoeirões) e pastos, em que se mostram indícios de
queimadas antigas, com árvores testemunhas de mais de
20 m de altura.
No inverno parte da vegetação perde a folhagem e as áreas
de pasto ressecam, principalmente quando ocorrem geadas.
Esta é a época mais propícia para a ocorrência de incêndios
florestais. As queimadas estão proibidas e os proprietários
locais respeitam a lei.
O bom da história é que devido a esse potencial paisagístico
e ambiental, a região vem atraindo cada vez mais pessoas
que compram propriedades de vegetação alterada e, por
iniciativa própria, promovem reflorestamentos com espécies
nativas. Aos poucos a paisagem vai recuperando suas matas
originais, preservando as nascentes e a fauna vem voltando.
Fauna
A
diversidade de ambientes (mata, pasto, brejos, matas de
galeria, serra e baixada) permite que habitem no local
diversas espécies da nossa fauna, e dependendo ainda da
época do ano, acolhe também espécies de animais em migração
altitudinal e latidudinal.
O número de espécies de aves da região está estimada ao
redor de 300. Na Reserva e Fazenda Mandala, a primeira
a realizar este tipo de estudo na área, foram levantadas
na primeira fase do projeto 213 espécies (ano 2000). Lá
foram registrados o gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus),
papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), cuiú-cuiú
(Pionopsitta pileata), apuim-de-costas-pretas (Touit
melanonota), pica-pau-rei (Campephilus robustus),
araponga (Procnias nudicollis), todos ameaçados
de extinção.
Entre as espécies de mamíferos podemos destacar o mono-carvoeiro
ou muriqui (Brachyteles arachnoides), animal-símbolo
da cidade e o bugio (Alouatta fusca). O gato-mourisco
(Herpailurus yaguarondi), o gato-do-mato (Leopardus
sp) e o veado-mateiro (Mazama americana), são
animais ameaçados de extinção, cuja ocorrência também
foi confirmada no trabalho da Reserva e Fazenda Mandala
entre um total de 34 espécies de mamíferos. O lobo-guará
(Chrysocyon brachyurus), a onça parda (Puma
concolor) e a irara (Eira barbara) também são
vistos ocasionalmente.
O Muriqui
Muitos
animais silvestres estão ameaçados de extinção por causa
da redução de seus habitats e da caça.
Um deles é o muriqui ou mono-carvoeiro, o maior macaco
das Américas., ameaçado de extinção, só encontrado nos
remanescentes da Mata Atlântica do Sudeste do Brasil.
O muriqui foi escolhido como símbolo de São Francisco
Xavier para demonstrar a riqueza natural das montanhas
que cercam o distrito e a necessidade de sua preservação.
Por isso, preservar as belezas naturais de São Francisco
Xavier é preservar o local que o muriqui escolheu para
fazer sua morada e dar continuidade a sua espécie.
É também um lembrete dos moradores que pedem respeito
para si, suas famílias e para a região que lhes oferece
o sustento.
Conclusão
A importância das áreas de mata primária e em recuperação
se reflete na qualidade da fauna, com muitas espécies
endêmicas e ameaçadas de extinção. Isso torna, portanto,
a região de grande valor ecológico, sendo um convite a
pesquisadores e amantes da natureza para visitarem e conhecerem
esta parte da nossa minguada Mata Atlântica.
A nível político e econômico, isto permite atrair investimentos
de cunho preservacionista e para o turismo ecológico e
rural.
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