Estado Atual do Projeto
13/09/2002

I. Inventário: Em fase de finalização;

II. Diagnóstico e Proposições: Em elaboração;


III. Trabalho com a Comunidade (Atividades Programadas para o futuro):
Projeto A) "Expedição Educativa": as crianças em idade escolar (e com as melhores notas na escola), estarão tendo a oportunidade de percorrer os atrativos naturais do distrito, juntamente com um guia, e receberão informações sobre proteção ambiental e atividades turísticas;
Projeto B) "Conhecendo São Francisco Xavier": moradores do distrito estarão percorrendo os atrativos naturais do distrito, juntamente com um guia e receberão informações sobre proteção ambiental e atividades e operação turística sustentável.
OBS. A condução dos grupos [nos Projetos A) e B)] será free, como cortesia do Hamilton Miragaia.

• Visitas individualizadas da equipe técnica da Prefeitura de SJC e com o apoio de voluntários, aos bairros de SFX, para sensibilização e orientação sobre o turismo sustentável no distrito e o envolvimento das famílias no processo. Cronograma em elaboração.

• Definição da Capacidade de Carga ( carrying capacity) da Cachoeira do David e entorno.
Projeto em fase de elaboração, com estudos - no local - previstos para os finais de semana do verão.


IV. Atividade com os grupos de trabalho (texto do roteiro a seguir): Análise e Hierarquização dos Insumos Turísticos - Naturais e Culturais.
Dinâmica:
Fase 1 - Os grupos discutem entre si internamente e atribuem números (conforme tabelas), aos atrativos naturais e culturais durante a semana de 13 a 20 de setembro de 2002;
Fase 2 - Reunião técnica dos grupos em SFX (data prevista: 21 de setembro - 14 h - por confirmar: ) - no salão da Sub-Prefeitura para a "calibragem" conjunta e apresentação das conclusões da fase 1.

    Dúvidas poderão ser esclarecidas com Doris Ruschmann no e-mail :
doris@ruschmannconsultores.com.br

 

ANÁLISE E HIERARQUIZAÇÃO DOS INSUMOS TURÍSTICOS

Análise dos insumos naturais
Para a análise dos insumos naturais identificados no distrito serão adotados critérios de hierarquização e os seguintes aspectos: capacidade de produzir impactos locais e regionais; condição de utilização a que estão submetidos; possibilidades para sua utilização; estado de conservação ecológica dos seus elementos; fragilidade dos ecossistemas onde se encontram, e representatividade desses atrativos para a região.

Critérios de hierarquização: fornecem subsídios para a diferenciação objetiva das características e os graus de importância entre os atrativos, conforme tabela elaborada pela Organização Mundial de Turismo (OMT) e Centro Interamericano de Capacitação Turística (CICATUR), que pontua a intensidade da atratividade, estabelecendo uma ordem para priorizar o desenvolvimento para o turismo.

A Organização Mundial do Turismo (OMT/CICATUR) estabeleceu uma tabela de hierarquia que classifica os atrativos da seguinte forma:

Tabela Valoração da hierarquia - (OMT/CICATUR)
HIERARQUIA CARACTERÍSTICAS
3 É todo atrativo turístico excepcional e de grande interesse, com significação para o mercado turístico internacional, capaz de, por si só, motivar importantes correntes de visitantes, atuais ou potenciais.
2 Atrativos com aspectos excepcionais em um país, capazes de motivar uma corrente atual ou potencial de visitantes dos mercados internos e externos, seja por si só ou em conjunto com outros atrativos contíguos.
1 Atrativos com algum aspecto expressivo, capazes de interessar visitantes oriundos de lugares distantes, dos mercados internos e externos, que tenham chegado à área por outras motivações turísticas ou de motivar correntes turísticas locais (atuais ou potenciais).
0 Atrativos sem mérito suficiente para serem incluídos nas hierarquias superiores, mas que formam parte do patrimônio turístico, como elementos que podem complementar outros de maior hierarquia, no desenvolvimento e funcionamento de qualquer das unidades do espaço turístico que, em geral, podem motivar correntes turísticas locais, em particular a demanda de recreação popular.

Esta classificação indica o grau de interesse de cada atrativo, atribuindo um valor quantitativo aos seus atributos, com base na intensidade da sua atratividade, estabelecendo uma ordem para priorizar seu desenvolvimento para o turismo.

Além da classificação da OMT, serão aplicados os seguintes critérios para a priorização dos atrativos como produto turístico:
    IMPACTO de utilização: é aquele que valoriza o efeito que produz, local e regionalmente, quando um atrativo é explorado ou inicia-se sua utilização. Trata-se de incluir na análise a capacidade do atrativo de produzir resultados imediatos que, por sua vez, estimulem processos de planejamento e de implantação de empreendimentos relacionados com esse determinado atrativo ou qualquer outro na sua área de influência. O critério valoriza o caráter de atividade-modelo que se pode criar ao redor de um determinado desenvolvimento; a infra-estrutura que inspira adaptações em outros atrativos e, finalmente, valoriza o impacto econômico que pode provocar uma série de estímulos na comunidade local e regional.

    APOIO local e comunitário: permite analisar o grau de interesse da comunidade local para o desenvolvimento e disponibilidade ao público, a partir da opinião dos seus líderes. Este critério valoriza o envolvimento potencial da comunidade no processo de desenvolvimento turístico, dependendo do interesse mostrado por alguns setores da comunidade beneficiária.

    ACESSIBILIDADE e grau de uso atual: é aquele que permite relacionar os atrativos com as possibilidades práticas de implantá-los dentro do programa turístico local ou regional; permitindo, ainda, relacionar o atrativo ao grau de acessibilidade e de utilização atual. Quanto mais acessível um atrativo, maior a probabilidade de integrá-lo aos programas turísticos, em contraposição ao grau de uso que impõe, de certa forma, que o atrativo se encontre no melhor estado natural para fins ecoturísticos.

Critérios de Prioridade: permitem entender os diferentes fatores que podem determinar a urgência ou não da sua implantação como atrativo turístico, de acordo com seu estado de conservação, fragilidade dos ecossistemas em que se encontra e o grau de representatividade desse mesmo atrativo na região. São os seguintes:
    ESTADO DE CONSERVAÇÃO do atrativo: trata de valorizar sua qualidade como recurso, analisando a qualidade do seu ambiente e dos elementos que oferece. Quanto mais conservado, mais importante será para o ecoturismo. Isto não quer dizer que os atrativos ou recursos que estão em processo de degradação não mereçam atenção e proteção; apenas seu estado modificado foge do interesse ecoturístico.

    FRAGILIDADE do lugar ou ecossistema onde se encontra: valoriza a capacidade de suporte das pressões de visitação ou seja, quanto mais forte o ecossistema para resistir à visitação, mais interessante será para o seu desenvolvimento turístico; quanto mais frágil é o ambiente onde se encontra o atrativo, maiores obstáculos para sua incorporação ao turismo, mesmo tentando sempre preservar suas características originais.

    REPRESENTATIVIDADE do atrativo dentro do município e/ou pólo: fundamenta-se no valor que possui a natureza singular ou comum do atrativo dentro da região ou município. Quanto mais se assemelhar a outros atrativos do município ou do pólo, menos interessante ou prioritário, pois esse critério valoriza a singularidade, a raridade, o especial, o único na região.

Neste estudo, cada critério terá o mesmo peso. Assim, posteriormente, o Distrito de SFX, poderá diferenciar a hierarquia de cada critério, definindo mais especificamente cada atrativo de acordo com os interesses na sua utilização.

    VALORES 1 2 3

C
R
I
T
É
R
I
O
S

De
Hierarquização
Impacto Local e Regional Baixo Impacto Impacto Médio Impacto Significativo
Apoio Local e Comunitário Para a Comunidade é Indiferente Apóio Razoável Apóia Muito
Acessibilidade e Condição Atual de Uso Muito Usado ou Visitado Utilizado mas em Boas Condições Acessível mas Sem Uso
De
Priorização
Estado de Conservação Deteriorado e Requer Recuperação Em Regular Condições de Conservação Bem Conservado ou Virgem
Fragilidade do Ecossistema Muito Frágil Medianamente Resistente Sem Muitos Problemas para o Uso
Representatividade Regional do Atrativo Bastante Comum no Município Bastante Comum na Região Bastante Raro e Valioso
Figura. Quadro da valoração dos critérios de hierarquização e priorização dos recursos e atrativos do distrito

 

Hierarquização e priorização
O índice de implantação, é obtido pela multiplicação direta dos valores totais de Hierarquização e Prioridade mais a Hierarquia da OMT. Permite a diferenciação entre atrativos depois da sua análise individual.

Tabela. Hierarquização dos recursos e atrativos segundo OMT e índice de implantação
Recursos (R) ou Atrativos (A) Hierarquia OMT Valor de Hierarquia (1) Valor de Prioridade (2) Índice de Implantação
(1 x 2+ OMT)
Cachoeira Pedro Davi        
Travessia Monte Verde        
Cachoeira do Roncador        
Cachoeira Fazenda Gaia        
Cachoeira Ferruginosa        
Mirante        
Pedra Vermelha        
Pedra Redonda        
Ponte do Roncador        
Cachoeira Andorinha        
Pedra Chapéu do Bispo        
Rampa 200 m        
Trilha do Caçador        
Cachoeira das Couves        
Rampa dos 400 m        
Queixo D'anta        
Pico do Selado        
Pedra da Paca        
Pedra Nova-Ruina        
U.H.F        

Atrativos prioritários
Após a valoração e classificação, serão selecionados atrativos prioritários para o desenvolvimento

Tabela. Atrativos selecionados como prioritários em ordem sugerida de desenvolvimento
Recursos (R) ou Atrativos (A) Hierarquia OMT Índice de Implantação (Hier * Prio) Ordem Sugerida p/ Desenvolvimento
Cachoeira Pedro Davi      
Travessia Monte Verde      
Cachoeira do Roncador      
Cachoeira Fazenda Gaia      
Cachoeira Ferruginosa      
Mirante      
Pedra Vermelha      
Pedra Redonda      
Ponte do Roncador      
Pedra Chapéu do Bispo      
Rampa 200 m      
Trilha do Caçador      
Cachoeira das Couves      
Rampa dos 400 m      
Queixo D'anta      
Pico do Selado      
Pedra da Paca      
Pedra Nova-Ruina      
U.H.F      

Em relação à tabela acima
    • Serão priorizados aqueles recursos ou atrativos que obtiveram a maior hierarquia pela OMT, em ordem decrescente; ou seja, um atrativo III é prioritário sobre um II, I ou 0.
    • Dentro do critério anterior, terão prioridade àqueles com maior Índice de Implantação.
    • A ordem sugerida de desenvolvimento, além desses dois critérios anteriormente descritos, envolve a experiência de campo obtida pela equipe técnica, utilizada quando dois atrativos se encontram praticamente empatados nas suas qualificações. Entende-se que há fatores sutis e imponderáveis que se relacionam com aspectos políticos, sociais e estratégicos que devem ser considerados na tomada de decisões.

Análise dos insumos culturais
Na hierarquização dos recursos culturais serão utilizados os mesmos critérios da OMT utilizados para os insumos naturais, e que definem a hierarquia com base no nível de atratividade dos insumos

Tabela Valoração da hierarquia - (OMT/CICATUR)
HIERARQUIA CARACTERÍSTICAS
3 É todo atrativo turístico excepcional e de grande interesse, com significação para o mercado turístico internacional, capaz de, por si só, motivar importantes correntes de visitantes, atuais ou potenciais.
2 Atrativos com aspectos excepcionais em um país, capazes de motivar uma corrente atual ou potencial de visitantes dos mercados internos e externos, seja por si só ou em conjunto com outros atrativos contíguos.
1 Atrativos com algum aspecto expressivo, capazes de interessar visitantes oriundos de lugares distantes, dos mercados internos e externos, que tenham chegado à área por outras motivações turísticas ou de motivar correntes turísticas locais (atuais ou potenciais).
0 Atrativos sem mérito suficiente para serem incluídos nas hierarquias superiores, mas que formam parte do patrimônio turístico, como elementos que podem complementar outros de maior hierarquia, no desenvolvimento e funcionamento de qualquer das unidades do espaço turístico que, em geral, podem motivar correntes turísticas locais, em particular a demanda de recreação popular.

Serão utilizados ainda critérios de hierarquização, similares àqueles utilizados na análise dos insumos naturais, referentes ao impacto da implantação do atrativo, ao apoio local e comunitário, à acessibilidade e grau de uso.

Com relação aos critérios de priorização, algumas adaptações são necessárias. Ao critério de avaliação do estado de conservação de insumos cultural corresponderá, na análise dos insumos culturais, uma avaliação do grau de autenticidade do insumo, estabelecido em uma escala de 1 a 3. Ao critério de avaliação de fragilidade ambiental do ecossistema corresponderá uma avaliação da susceptibilidade à mudança e descaracterização cultural em função da visitação. Finalmente, ao critério de avaliação da representatividade corresponderá a avaliação da originalidade do insumo, em relação às manifestações similares naquela e em outras regiões.

    VALORES 1 2 3

C
R
I
T
É
R
I
O
S

De
Hierarquização
Impacto Local e Regional Baixo Impacto Impacto Médio Impacto Significativo
Apoio Local e Comunitário Para a Comunidade é Indiferente Apóio Razoável Apóia Muito
Acessibilidade e Condição Atual de Uso Muito Usado ou Visitado Utilizado mas em Boas Condições Acessível mas Sem Uso
De
Priorização
Grau de autenticidade Com sensíveis influências - Deteriorado e Requer Recuperação Com fracas influências - Requer Recuperação Sem influências - Bem Conservado
Susceptibilidade à mudança e descaracterização cultural em função da visitação Muito Frágil Medianamente Resistente Sem Muitos Problemas para o Uso
Originalidade do insumo, em relação às manifestações similares naquela, e em outras regiões. Bastante Comum no Município Bastante Comum na Região Bastante Raro e Valioso

Os valores e características dos atrativos culturais são extremamente subjetivos. Os atrativos culturais já existem, formam parte da história local, são inerentes às tradições e costumes das populações e deverão continuar assim, integrados ou não ao turismo. Isto faz com que os critérios a serem utilizados na avaliação sejam diferentes dos aplicados aos insumos naturais.

O importante é identificar os aspectos que permitirão que os atrativos culturais possam ser preservados e integrados ao desenvolvimento turístico, fortalecendo sua proteção e estimulando sua manifestação.

Tabela. Hierarquização dos recursos e atrativos culturais segundo OMT e índice de implantação
Recursos (R) ou Atrativos (A) Hierarquia OMT Valor de Hierarquia (1) Valor de Prioridade (2) Índice de Implantação
(1 x 2+ OMT)
Festa da Carpição        
Festa de Sant'Ana        
Festa Aniversário do Distrito        
Corpus Christi        
Igreja de São Francisco        
Edificação dos serviços médicos        
Casarão do Max        
Chalé        
Prédio do correio        
Pedra Partida        
Casa do Roncador        
Gastronomia        
Artesanato        

Atrativos prioritários

Tabela. Atrativos culturais selecionados como prioritários em ordem sugerida de desenvolvimento
Recursos (R) ou Atrativos (A) Hierarquia OMT Índice de Implantação (Hier * Prio) Ordem Sugerida p/ Desenvolvimento)
       

 

Retornar